FC Porto 4-0 Casa Pia – 3ª Jornada 2025/2026

Uma semana marcada por Rodrigo Mora

Foi uma semana em que o nome de Rodrigo Mora andou em todas as conversas. No meio desse ruído, o Dragão abriu-se para mais uma noite em que o Porto precisava de mostrar quem manda. Francesco Farioli foi obrigado a mexer devido a lesões, mas a resposta foi daquelas que deixam marca: quatro golos sem resposta, três deles logo antes do intervalo, num jogo que nunca esteve em causa.

Borga Sainz festeja golo pelo FC Porto contra o Casa Pia no Estádio do Dragão

Entrada à Porto no Dragão

O início foi avassalador. Pressão alta, posse rápida, bola a circular de um lado para o outro — já começa a ser imagem de marca desta equipa — até encontrar a brecha. Foi assim que nasceu o primeiro golo: Froholdt recuperou, levantou a cabeça e meteu a bola tensa na área. Borga Sainz atacou-a como um ponta-de-lança de raça e fez o 1-0. O Dragão explodiu, e o espanhol respirou finalmente como quem se apresenta ao seu novo público.

Pouco depois, William Gomes decidiu que não queria ficar para trás. Afinal, quer mostrar que pode tirar o lugar a Pepê — e como é bom termos essa competitividade no plantel. Recebeu na direita, encarou o defesa e disparou seco para o fundo das redes. Foi um golo à Porto, de atrevimento e irreverência, a mostrar que a juventude não pede licença: impõe-se. O estádio estava em festa e sentia-se que o Casa Pia já não tinha como sair da teia azul e branca. Eu, pessoalmente, adoro esta forma de encarar o jogo ofensivo: sempre com olhos na baliza e com remate simples.

Jogadores do FC Porto celebram golo frente ao Casa Pia na 3ª jornada da Liga Portugal 2025/2026

Alberto Costa também deixou a marca

E a avalanche não parou. Antes do intervalo, Alberto Costa apareceu na área, aproveitou uma bola meio perdida e, com faro de matador, rematou sem hesitar. A bola ainda desviou em Pérez e enganou o guarda-redes, fixando o 3-0. Três socos secos, três demonstrações de força, três gritos de quem não perdoa dentro do Dragão. Lá está ele, sempre com faro de baliza…

Gestão inteligente na segunda parte

Na segunda parte, com o resultado feito, a equipa soube gerir. Farioli tirou Froholdt, poupou peças e lançou Rodrigo Mora. O miúdo entrou nervoso, tentou fintas, perdeu bolas — justo dizer que jogou fora da sua posição — mas cada toque foi acompanhado pelo carinho do público, que percebe o momento e sabe a importância de segurar os seus. Ao mesmo tempo, Gabri Veiga cresceu no jogo, mostrou classe, e o Porto foi jogando à vontade, sem se expor.

O quarto golo chegou com naturalidade. Pela esquerda, num erro do adversário que recuou mal a bola, Sainz, sempre atento e com instinto matador, apanhou-a e só parou no fundo das redes. Bisou e assinou a sua noite. Com 4-0, o Porto baixou a rotação mas nunca perdeu o controlo. O Casa Pia só conseguiu um ou outro remate tímido, sempre bem resolvido por Diogo Costa ou pela dupla de centrais.

William Gomes festeja golo pelo FC Porto frente ao Casa Pia na 3ª jornada da Liga Portugal 2025/2026

Vitória convincente e olhos no Sporting

Foi vitória sem mácula: primeira parte de avalanche, segunda de gestão. O Dragão voltou a sentir-se dono de si mesmo e a equipa de Farioli respondeu à altura do que é jogar com esta camisola. Sainz ganhou confiança, William mostrou talento, Alberto Costa estreou-se a marcar e Rodrigo Mora percebeu que tem um estádio inteiro do seu lado. Tudo isto numa só noite.

O Porto venceu 4-0, sem sofrer e sem dar hipóteses. Mais do que os três pontos, foi um recado: este Dragão tem dentes, tem garra, e quando morde assim não há adversário que resista.

E é justamente por isso que o próximo jogo, frente ao Sporting, ganha ainda mais peso. Não como um “teste” à equipa, porque esta já mostrou que não precisa de ser testada, mas como um duelo de afirmação. Quem entende de futebol vê que este grupo sabe o que faz. Ainda assim, na minha análise, não estamos ao nível do Sporting, sobretudo nas dinâmicas e movimentações defensivas. Às vezes não reparamos, porque estamos muitoooo melhor do que no ano passado, mas ainda existem fragilidades que uma equipa mais entrosada pode explorar.

Por isso, devemos encarar o clássico como todos os jogos: para vencer. Porque temos qualidade para isso, mas com a consciência de que será sempre um desafio aberto, de três resultados possíveis.

E vocês, o que acharam do jogo de hoje? E como encaram já o próximo clássico com o Sporting?

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Best_Abraços,
Ricardo Amorim

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