Pablo Rosario: o perfil do novo Medio do FC Porto

O novo “6” do meio-campo portista

O FC Porto atacou onde doía: faltava músculo inteligente, leitura tática e um tampão capaz de libertar os criativos. Pablo Rosario, 28 anos, 1,88m, chega para aumentar o nível da posição — não para tirar o lugar a ninguém. A titularidade conquista-se; o que esta entrada garante é mais soluções e competição interna. Num campeonato longo e exigente, é isto que separa as grandes equipas do resto.

Pablo Rosario com a camisola do OGC Nice e o número 8 nas costas

Quem é Pablo Rosario, e por que encaixa na nossa ideia de equipa

Holandês de nascimento, internacional pela República Dominicana desde 2025 (mudança aprovada pela FIFA), Rosario formou-se em academias de topo (Ajax, PSV) e somou mais de 300 jogos entre PSV e Nice.

Médio-defensivo, o nosso “6” o famoso trinco, com lastro para ser “8” quando o jogo pede e baixar para formar saída a três. Joga simples e rápido, dá o primeiro passe limpo, lê antes dos outros, ganha duelos e ocupa o espaço ingrato entre linhas, onde se decide o que o adversário pode, ou não, fazer.

É exatamente o tipo de peça que Farioli valoriza: ocupação e controlo de espaços sem bola, coberturas no timing certo e pressão coordenada. Chega para somar soluções e endurecer a concorrência no miolo (com Alan Varela em grande forma), mantendo identidade e elevando o nível do onze.

Contexto da transferência: princípio de acordo, 3 anos, exames nas próximas 48h

Nesta terça-feira, 26 de agosto de 2025, múltiplas fontes confirmaram princípio de acordo entre FC Porto e OGC Nice. Fabrizio Romano avançou “here we go” e deu conta de contrato por três épocas, com exames médicos marcados nas próximas 48 horas, alinhado com a comunicação de Record, Notícias ao Minuto e outros meios. Fala-se em operação abaixo dos €4M (montante baixo para o perfil e experiência do jogador).

A novela em Nice e o empurrão final

Nas últimas semanas, Pablo Rosario preferiu não arriscar minutos no Nice enquanto alinhavava a saída, inclusive na antecâmara do duelo europeu com o Benfica, uma gestão que acabou por acelerar a solução Dragão.

Digo-o sem cerimónia, adoro quando o FC Porto trabalha assim: desvia os olhares para um lado e fecha do outro, sem leaks, sem novela, só eficácia. Menos espuma, mais substância. Este é o tipo de estratégia que respeito, foco no essencial, assinatura feita e só depois conversa.

Francesco Farioli diante de um quadro tático com setas e esquemas de futebol

O FC Porto de Farioli e a utilidade imediata de Rosario

Francesco Farioli privilegia organização, bloco compacto, agressividade sem bola e saída limpa após recuperação. Nesse modelo, o “6” é pilar: fecha corredores, protege centrais, equilibra transições e dá o primeiro passe.

Rosario trabalhou com Farioli no Nice e conhece as exigências: disciplina posicional, coberturas, coragem para acelerar o jogo só quando há vantagem. E hoje sabe-se que Rosario era um pedido do treinador desde o dia que chegou no Dragão, encaixa como alternativa/complemento a Alan Varela, e pode permitir que os restantes jogadores da frente arrisquem mais.

O que traz dentro de campo (e que nos faltou vezes demais)

  • Recuperação e duelos: envergadura e tempo de entrada para matar transições rivais ainda no meio-campo.
  • Primeiro passe fiável: simples, vertical quando deve, capaz de ligar ao corredor direito (onde o Porto tem ganho metros) sem forçar.
  • Polivalência: 6/8 e terceiro central situacional em saída a 3, útil em jogos grandes fora, quando é preciso sofrer sem perder o norte.

Um perfil experiente, europeu e com fome

Campeão de Eredivisie pelo PSV, mais de 150 jogos na Ligue 1 e minutos de Champions/Europa. Isto não é estágio: Rosario entra para mandar no espaço à frente dos centrais e subir a fasquia competitiva do onze.

E com Alan Varela em grande forma, melhor ainda: chega para apertar a concorrência, tirar-lhe umas horas de sono (no bom sentido) e obriga-lo a correr e suar mais. Aqui é simples: quem morde, joga. E eu adoro esse desconforto competitivo ahhahaha é assim que se fazem equipas campeãs.

Riscos, dúvidas e a resposta “à Porto”

Não é um “10”, não vem para somar golos, vem para os evitar e dar lastro ao onze. Aos 28 anos, o tema não é trading: é rendimento imediato. E o valor da operação reflete isso mesmo, ajustado ao mercado para reforçar já.

As dúvidas são as normais: ritmo da Primeira Liga e adaptação ao Dragão. A resposta é a de sempre: exigência, mérito e trabalho diário. Aqui joga quem morde e faz a equipa melhor, com Alan Varela em grande plano e uma concorrência que só eleva o patamar de todos.

Conclusão: peça certa no tabuleiro certo

O FC Porto precisava de equilíbrio com caráter. Rosario oferece ambos. Com Farioli a pedir organização e coragem sem bola, o holandês-dominicano é reforço com assinatura tática: torna-nos mais difíceis de bater, mais adultos nos momentos feios do jogo, e dá liberdade para voltarmos a jogar “à Porto” quando é para matar.

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Best_Abraços,
Ricardo Amorim

📌 Série Especial: Viúvas

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